terça-feira, 30 de junho de 2009

Registro de um novo amor depois do velho que era novo


A vida é engraçada, embora às vezes eu não mostre os meus dentes quando me deparo com uma palhaçada.

O amor, por exemplo, é uma palhaçada e em grande parte sem graça.

O que já foi, foi. Não me importo, nem nas minhas breves orações figura mais. Já dizia Vinícius, "amor só é bom se doer". É o caralho! Só se for no dele, porque não pode doer, não tem que doer.


Desde a última postagem muita coisa aconteceu: vida, sobre vida, "muitas águas rolaram, muitos homens me amaram". Mentira, nada de muitos, apenas um. E basta.

Basta para se ser alegre.


E, não sei vocês, talvez as mulheres concordem comigo, que nós nascemos com um botão, um dispositivo, que é automaticamente ligado todas as manhãs e nos informa que, sem amor, o dia não valerá a pena. Pois é, meu único leitor, meus dias estão valendo a pena.

Por isso, essa estória de amor sofredor é uma droga, é improdutivo. E cada um é dono de si e é de alguém que o quer.

E esse meu alguém, hoje, é fúria e loucura, é tesão e anseio, é água e sal, é luz e sombra, é homem. "Bem que minha mãe avisou".


Hoje os dias tem muita cintilância. Mas a ironia da alegria é que não me reconheço e com isso não entendo o que escrevo pois parece grego, e não sei falar grego, droga... Minhas mãos criaram vida própria e donas de si me estapeiam pelo tanto de letras e vontade que me tenho de escrever.

Bom retorno para mim.

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